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Novas diretrizes para doação de sangue incluem mudanças para tatuagens e uso de medicamentos

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou alterações nas regras de doação de sangue, reduzindo prazos para quem fez tatuagens e estabelecendo critérios para usuários de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, revelou em um vídeo publicado nas redes sociais, na última quinta-feira (21), novas diretrizes para a doação de sangue no Brasil. As modificações visam facilitar o processo de doação, ajustando os períodos de impedimento para pessoas que realizaram tatuagens, tiveram certos tipos de câncer ou tuberculose, além de estabelecer requisitos para usuários de medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.

As novas regras, que constam na Portaria GM/MS 11.685/2026, entrarão em vigor no dia 30 de setembro. A atualização busca aprimorar os critérios utilizados pelos hemocentros para a avaliação da aptidão dos doadores. Uma das principais inovações é a redução do prazo de impedimento para quem fez tatuagem, que atualmente pode durar até um ano. Com a nova norma, a doação poderá ser realizada após apenas sete dias, desde que a tatuagem tenha sido feita em um estabelecimento que cumpra as normas sanitárias.

Padilha destacou a importância dessa mudança, afirmando que quem fizer uma tatuagem poderá, em breve, salvar até quatro vidas. É necessário que o doador informe ao hemocentro o local onde a tatuagem foi realizada para que se possa verificar as condições de higiene do estabelecimento. Caso essa informação não esteja disponível, o período de espera para doação será ampliado para quatro meses.

Além das mudanças relacionadas a tatuagens, a nova regulamentação também revisa as restrições para doadores que tiveram câncer. Na maioria das situações, esses indivíduos poderão voltar a doar sangue após cinco anos de remissão ou cura, desde que não apresentem doença ativa. No entanto, essa flexibilização não se aplica a casos de melanoma ou neoplasias hematológicas.

Para aqueles que tiveram tuberculose, a nova regra estabelece um prazo de dois anos após a cura para que possam voltar a doar. Outra alteração importante refere-se aos doadores regulares que atingirem 70 anos. Eles poderão continuar a realizar doações, desde que estejam saudáveis e considerados aptos na avaliação clínica do serviço de hemoterapia, uma vez que a idade limite para doação era anteriormente fixada em 70 anos.

A portaria também inclui critérios para pessoas que utilizam medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. O uso dessas medicações não impede a doação, mas exige que sejam respeitados períodos de espera após o início do tratamento, aumento da dosagem ou surgimento de efeitos adversos. Essas novas diretrizes visam aumentar a segurança tanto para os doadores quanto para os receptores de sangue, além de reduzir prazos em outras situações, como transfusões, endoscopias e uso de anabolizantes sem prescrição médica.

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