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O atentado no Canadá é um fato social

O crime em uma escola canadense pode ser visto como um reflexo das tensões sociais contemporâneas.
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Embora o atentado a uma escola no Canadá pareça um crime excepcional e chocante, sua causa está ligada à psicologia do criminoso e ao contexto social mais amplo. Émile Durkheim já alertava que até mesmo o suicídio, frequentemente considerado uma decisão pessoal, deve ser visto como um fato social que revela tensões coletivas. Assim, o homicídio, especialmente quando em massa, pode ser analisado sob a mesma perspectiva.

Os recentes massacres em diversas cidades, incluindo Nashville e Denver, não ocorrem isoladamente. Nenhum crime complexo pode ser atribuído a uma única causa, mas é importante considerar o ambiente cultural que torna esses atos possíveis. Fatos sociais como narrativas e crenças exercem pressão sobre os indivíduos, moldando suas decisões e ações.

Nas últimas décadas, surgiu uma ideologia que transforma a identidade em um eixo político central. Um aspecto importante dos atentados mencionados é que seus autores eram transgêneros, e muitos deles, militantes da ideologia de gênero. Essa politização da identidade não se limita à disforia de gênero, mas reflete uma mobilização constante em torno do transativismo, onde o indivíduo é visto como soberano e a sociedade, como um adversário a ser confrontado.

Embora não se possa estabelecer uma relação de causalidade direta entre a ideologia de gênero e os tiroteios, a dramatização do conflito entre o indivíduo e a ordem social pode oferecer uma interpretação das frustrações pessoais de jovens vulneráveis. A transformação da dor em ressentimento politizado é um fenômeno recorrente na modernidade ideológica, onde a recusa da realidade em favor de uma verdade interna se torna cada vez mais comum.

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