Começamos 2026 com novidades marcantes. A prisão do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, gerou imediata reação mundial. Militarmente, os Estados Unidos realizaram operação excepcional ao invadir um bunker vigiado por militares venezuelanos e cubanos para prender e extraditar Maduro.
O ex-ditador está sendo julgado por crimes que incluem genocídio, assassinato, perseguição a opositores, fraude eleitoral e corrupção sistêmica. A violação do princípio da inadmissibilidade da aquisição de territórios pela força é um problema recorrente, com precedentes na Europa, no Caribe, no Oriente Médio e na Ásia.
A Rússia não se diz em guerra com a Ucrânia, mas age com total autonomia e faz o que quer. O governo brasileiro reafirma sua afinidade diplomática com regimes autoritários, evidenciando sua preferência por ditaduras como as da Venezuela, Cuba e Rússia. As normas da Organização das Nações Unidas são sistematicamente ignoradas pelos países mais fortes.
O projeto da ONU está longe do ideal da paz mundial que fundamentou sua criação. Permanecemos em um sistema onde a prevalência do mais forte sobre o mais fraco continua sendo regra absoluta, apesar das normas internacionais. O legado de Maduro tem o signo da perseguição política e da violência do Estado, crimes pelos quais ele deverá responder perante a justiça internacional.

