PUBLICIDADE

TOPO SITE

O declínio dos jogos como serviço e os desafios enfrentados por estúdios

O jogo Highguard enfrentou demissões e queda de 95% no número de jogadores em 15 dias. O modelo de jogos como serviço se mostra insustentável no mercado atual.

O jogo Highguard, apresentado na The Game Awards 2025, teve um início promissor com críticas positivas, mas enfrentou uma drástica queda no número de jogadores. Em apenas 15 dias, o estúdio Wildlight Entertainment registrou demissões e uma redução de aproximadamente 95% nos usuários ativos. Este cenário ilustra a saturação do mercado de jogos como serviço (GaaS), que, apesar de promissor no passado, agora se revela insustentável.

Nos últimos dois anos, uma série de lançamentos de jogos multiplayer foi marcada por fracassos, levando a uma correção de mercado. A promessa de lucros recorrentes, que antes era garantida, agora se transforma em um risco de prejuízos significativos e demissões em massa. Os GaaS, que antes eram uma mina de ouro, acabam por se tornar um ônus para as desenvolvedoras.

Entre os exemplos de insucesso, destaca-se o jogo Concord, que após 8 anos de desenvolvimento e elevada campanha de marketing, teve seus servidores desligados em apenas duas semanas. O título, considerado um hero shooter genérico, não conseguiu atrair jogadores dispostos a pagar R$ 200, especialmente com opções gratuitas como Overwatch disponíveis.

Outro caso é o jogo Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, da Rocksteady Studios, que, apesar de sua reputação no universo dos jogos single player, não atendeu às expectativas. Com um enredo considerado fraco e um gameplay repetitivo, o projeto resultou em um prejuízo de US$ 200 milhões e prejudicou a imagem da desenvolvedora.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima