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O oriente médio após 1948: mudanças estruturais

O novo Oriente Médio foi marcado por mudanças sistêmicas que afetaram não só os países diretamente envolvidos, mas também outros que observavam de longe.

O Oriente Médio sofreu mudanças estruturais significativas após 1948. A ONU decreta a partilha da Palestina em dois estados, um judeu e um árabe. Os judeus aceitam, os árabes rejeitam. Sete países árabes abrem guerra contra o novo país.

É a primeira modificação sistêmica, gerando rejeição árabe imediata, mesmo de países muito distantes do conflito. Com o fim da guerra, o conflito deixa de ser territorial e passa a ser existencial. Forma-se o eixo “mundo árabe versus Israel”. É o nascimento do “Velho Oriente Médio”: a identidade árabe definida pela oposição a Israel.

Em 1967, Israel derrota o Egito, a Jordânia e a Síria em apenas seis dias. A percepção árabe sobre Israel passa de vulnerável à potência regional. A vitória militar rápida e decisiva com a ocupação de amplos territórios muda o equilíbrio estratégico. Israel deixa de ser visto como fraco e passa a ser temido. O mundo árabe muda seu foco: o conflito não é mais sobre sobrevivência de Israel, mas sobre como lidar com sua superioridade militar.

Em 1979, o Egito assina um tratado de paz com Israel. O mais forte exército árabe saiu do conflito. Então, o mundo árabe se fragmenta, mostrando que interesses nacionais podem superar a solidariedade árabe. Ainda em 1979, a Turquia e o Irã, até então aliadas de Israel, sucumbem a regimes anti-Israelenses radicais.

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