Em um painel realizado em DELFOS, na GRÉCIA, no dia 23 de abril, o secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, Mathias Cormann, abordou a atual crise no Irã e minimizou a possibilidade de estagflação. Ele foi questionado sobre a possibilidade de uma repetição da estagflação que ocorreu na década de 1970 e afirmou que, em seu cenário básico, a OCDE não vê risco de estagflação.
Cormann ressaltou que a inflação atual é impulsionada principalmente por um choque de oferta específico nos preços da energia, e não pela demanda, diferenciando a situação atual de crises anteriores. O secretário-geral ainda destacou que a economia global apresenta algumas fontes genuínas de força, o que contrasta com o cenário de estagflação, que é caracterizado por crescimento econômico estagnado, inflação e desemprego elevados.
A análise de Mathias Cormann reflete uma perspectiva otimista em relação à resiliência da economia global, mesmo diante de tensões geopolíticas e desafios no mercado de energia. A OCDE, portanto, demonstra confiança na capacidade de recuperação econômica, enfatizando que a atual dinâmica de preços e oferta é distinta e não necessariamente indicativa de um retrocesso econômico significativo.
A estagflação, que combina crescimento econômico estagnado com inflação e altas taxas de desemprego, é um fenômeno que preocupa economistas e formuladores de políticas. Entretanto, a visão da OCDE sugere que, apesar das incertezas, a situação atual não se alinha a esse cenário preocupante.
Essa análise ocorre em um contexto global complexo, onde as economias estão se recuperando de impactos diversos, incluindo os causados pela pandemia e as crises regionais, como a do Irã, que afetam o mercado de energia e, por consequência, a inflação. A OCDE, ao se posicionar contra o risco de estagflação, busca tranquilizar os mercados e investidores quanto à saúde econômica futura.

