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ONG aponta 3.428 mortos em protestos contra o regime iraniano

Relatos de violência extrema e repressão têm marcado o cenário iraniano desde o início dos protestos contra o regime dos aiatolás

Relatos de violência extrema e repressão têm marcado o cenário iraniano desde o início dos protestos contra o regime dos aiatolás, que já duram 19 dias. De acordo com a ONG Iran Human Rights, as autoridades iranianas mataram pelo menos 3.428 manifestantes desde o início dos protestos e detiveram aproximadamente 20 mil pessoas.

A entidade destacou que a dificuldade de acesso aos dados completos pode elevar ainda mais esse número. Informações obtidas por organizações de direitos humanos mostram o uso sistemático de força letal pelas autoridades, incluindo armamentos pesados, para conter manifestantes em diversas cidades.

Entre 8 e 11 de janeiro, forças estatais recorreram a metralhadoras DShK e outros armamentos de grande porte, resultando em episódios de assassinatos em massa de civis. A presença ostensiva de tropas e agentes de segurança tornou-se frequente, principalmente à noite, quando o regime passou a adotar medidas semelhantes à lei marcial, com restrições severas à circulação no país.

Os protestos começaram em 28 de dezembro de 2025, no bazar de Teerã, motivados pela crise econômica, e se espalharam rapidamente para outras regiões, acompanhados de palavras de ordem contra o regime. Até o bloqueio total da internet em 8 de janeiro, todas as 31 províncias e cerca de 190 cidades já haviam registrado manifestações.

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