O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas agendou uma reunião de emergência para discutir a intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia. A reunião ocorre após um ataque russo contra Kiev que deixou ao menos quatro mortos e 22 feridos.
A ofensiva incluiu o uso do sistema de mísseis supersônicos Oreshnik, que tem capacidade nuclear, mas não há indícios de uso de ogivas desse tipo na ação contra Kiev. O Exército russo declarou que a ofensiva respondeu a uma suposta tentativa ucraniana de atingir a residência do presidente Vladimir Putin.
O presidente Volodymyr Zelensky rejeitou a versão e classificou a acusação como falsa. Para Kiev, a narrativa serve como pretexto para novos bombardeios. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, avaliou que o emprego do Oreshnik perto das fronteiras da União Europeia e da Otan representa uma ameaça direta à segurança do continente.
A reunião do Conselho de Segurança ocorre em um momento de tentativas diplomáticas travadas. A acusação russa sobre um ataque à casa de Putin surgiu um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que um plano de paz estava próximo, mesmo com impasses sobre o controle de territórios. Kiev sustenta que a justificativa apresentada por Moscou é “absurda” e não altera o cenário das negociações.


