PUBLICIDADE

TOPO SITE

Operação do MPRJ investiga deputado e vereador por fraudes em licitações

O Ministério Público do Estado do Rio De Janeiro denunciou o deputado estadual Rafael Nobre e o vereador Julio Ricardo dos Santos Henriques por envolvimento em fraudes em contratos públicos. O esquema teria desviado R$ 357,9 milhões.

O Ministério Público do Estado do Rio De Janeiro (MPRJ) realizou, na última quinta-feira, 16, uma operação visando o deputado estadual Rafael Nobre e o vereador de São João de Meriti, Julio Ricardo dos Santos Henriques, conhecido como Magrão Nobre. Ambos estão sendo denunciados por suposta participação em uma organização criminosa que atuava em fraudes em licitações, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A investigação abrange também mais oito indivíduos.

Com autorização do Tribunal de Justiça do Rio De Janeiro (TJRJ), foram cumpridos mandados de busca e apreensão em locais relacionados aos denunciados, incluindo o gabinete de Rafael Nobre na Assembleia Legislativa do Rio De Janeiro (Alerj) e as dependências da Câmara Municipal de São João de Meriti.

A denúncia, elaborada pelo procurador-geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, aponta que Rafael e Magrão Nobre seriam os reais controladores de um conjunto de empresas que, segundo a investigação, eram utilizadas para fraudar licitações e desviar verbas públicas, com ênfase em contratos estabelecidos com as prefeituras de Magé e Japeri, localizadas na Baixada Fluminense.

Conforme as informações do MPRJ, o esquema criminoso teria firmado cerca de 45 contratos públicos, totalizando aproximadamente R$ 357,9 milhões, voltados para o fornecimento de alimentação a hospitais, escolas e secretarias municipais. As apurações indicam que as empresas ligadas ao grupo utilizavam sócios de fachada, documentos falsos e movimentações financeiras para encobrir a origem dos recursos.

Entre as empresas mencionadas na investigação estão Nutrifoods Refeições, Inovar Comércio e Serviços de Terceirização, King Food Alimentos e J&G Restaurante. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 21 mil em espécie na casa do deputado e R$ 45 mil na residência do vereador. Esses valores passarão por perícia e serão incorporados às investigações.

Além de solicitar a condenação criminal dos envolvidos, o MPRJ também pediu à Justiça a perda dos mandatos de Rafael Nobre e Magrão Nobre, caso sejam considerados culpados, além de um ressarcimento mínimo de R$ 357,9 milhões aos cofres públicos. Os fatos sob investigação remontam a 2017, quando Rafael Nobre atuava como vereador em Nilópolis. Agora, cabe ao Tribunal de Justiça do Rio De Janeiro decidir sobre o recebimento da denúncia e o início da ação penal.

Leia mais

PUBLICIDADE

LATERAL
Rolar para cima