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Operação sem Desconto investiga fraudes de R$ 700 milhões envolvendo associações de benefícios

A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, investigando quatro associações que faturaram R$ 700 milhões com descontos ilegais em benefícios do INSS. A operação ocorre em várias regiões do Brasil e busca aprofundar investigações sobre crimes contra a administração pública.
Foto: Foto: PF

Na manhã desta quarta-feira (27), a Polícia Federal (PF) deu início a uma nova fase da Operação Sem Desconto, com foco em quatro associações que, segundo as investigações, faturaram aproximadamente R$ 700 milhões por meio de descontos irregulares em aposentadorias e pensões do INSS. As ações estão acontecendo em São Paulo, Pernambuco, Paraíba e Distrito Federal.

As entidades investigadas são Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, ANDAPP e AASAP. Documentos internos e relatórios do Coaf, obtidos durante a apuração, revelam que dirigentes dessas associações desviavam recursos destinados a aposentados, utilizando-os em empresas de sua propriedade.

Além disso, as investigações apontam que as associações desenvolveram um sistema de biometria para fraudar assinaturas de beneficiários associados. Os documentos também indicam que pagamentos foram realizados a parentes dos dirigentes do INSS por meio de empresas vinculadas às associações em questão.

A PF identificou, ainda, gastos significativos em concessionárias de veículos esportivos, joalherias de luxo e aquisição de embarcações. No total, as quatro associações movimentaram cerca de R$ 700 milhões em mensalidades descontadas de benefícios previdenciários.

Esta fase da Operação Sem Desconto visa aprofundar as investigações sobre delitos contra a administração pública, englobando a constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação patrimonial. Estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras ações autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso na Corte.

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