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Operadora de turismo ligada a Vorcaro é responsável pela hospedagem na COP30

A hospedagem das delegações durante a COP30, marcada para novembro de 2025 em Belém (PA), foi viabilizada por uma cadeia de contratações envolvendo a operadora Qualitours. A ação ocorre em meio a investigações sobre conexões empresariais e transações financeiras relacionadas ao Banco Master.

A hospedagem das delegações durante a COP30, que ocorrerá em novembro de 2025 em Belém (PA), é resultado de uma complexa rede de contratações que liga o governo a empresários associados ao ex-controlador do Banco Master. Essa operação teve início na Secretaria Extraordinária, um órgão vinculado à Casa Civil, que utilizou a Embratur para a execução do processo de contratação.

A Embratur subcontratou a Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda., que por sua vez, finalizou os acordos com as companhias de cruzeiros. Documentos oficiais da Casa Civil, acessados recentemente, confirmam essa cadeia de intermediação, que visa garantir a utilização de navios como alternativa de hospedagem durante o evento climático internacional.

A relação entre Marcelo Cohen, proprietário da Qualitours, e o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, se revela mais profunda do que aparenta. Além de ser dono do luxuoso hotel Botanique, localizado em Campos do Jordão (SP), Cohen está ligado a uma holding chamada BeFly, que foi criada em 2021 e recebeu financiamento de fundos associados ao Banco Master.

Levantamentos indicam que Cohen utilizou recursos dos fundos B10 e TT, ambos vinculados ao Master, para expandir seu conglomerado, que inclui aquisições de empresas consolidadas, como Flytour e Queensberry. Relatórios de inteligência financeira também destacam uma movimentação de R$ 6 milhões em espécie, registrada em novembro de 2024, entre o Banco Master e uma das empresas de Cohen, o que despertou a atenção dos órgãos de controle.

A Embratur informou que a Qualitours apresentou toda a documentação necessária para comprovar sua idoneidade e capacidade na execução do contrato. A autarquia destacou que o processo seguiu as normas de chamamento público e que o Banco Master não teve participação direta na contratação. O BTG Pactual garantiu a operação com uma carta fiança, e o Tribunal de Contas da União analisou o contrato, considerando-o regular por decisão unânime.

A BeFly minimizou a participação do Banco Master em suas operações, afirmando que a instituição atuou apenas como provedor de crédito entre 2021 e 2023, apoiando aquisições da companhia. A Qualitours reafirmou a regularidade de sua atuação na operação dos navios de hospedagem, destacando que todo o processo atendeu às exigências legais estabelecidas.

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