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Partido Liberal move ação contra Instituto Conhecimento Liberta por campanha antecipada

O PL protocolou uma representação no TSE, alegando que o ICL utilizou sua estrutura para realizar campanha política antes do período permitido, com investimento significativo em anúncios.

Em 23 de julho de 2026, foi protocolada uma ação pelo Partido Liberal (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o Instituto Conhecimento Liberta (ICL). A representação não questiona a produção do documentário promovido pelo instituto, mas critica o uso de sua estrutura jurídica para veicular conteúdo político-eleitoral fora do prazo permitido pela legislação vigente.

O PL argumenta que a operação do ICL foi planejada para aumentar artificialmente o alcance do material e influenciar a opinião pública sobre um pré-candidato nas eleições de 2026. O documento destaca que os grupos de discussão eram apresentados como plataformas para debater um projeto que poderia impactar as eleições, incentivando os participantes a disseminar o conteúdo antes da data eleitoral.

Outro ponto relevante da ação é o investimento em impulsionamento pago do material. Consta na representação que a Biblioteca de Anúncios da Meta identifica 137 anúncios relacionados ao documentário, com patrocínio do próprio ICL. Estima-se que o conteúdo alcançou mais de um milhão de impressões, com um investimento que varia entre R$ 70 mil e R$ 80 mil.

De acordo com o PL, essa prática de impulsionamento de conteúdo político-eleitoral por uma pessoa jurídica é uma violação da legislação eleitoral. A petição diferencia a produção jornalística da mobilização eleitoral, afirmando que a questão não é sobre censura ao conteúdo, mas sobre o uso coordenado de uma estrutura empresarial para conduzir uma campanha digital antes do tempo permitido.

Na representação, o PL solicita que o TSE conceda uma tutela de urgência para interromper imediatamente a mobilização em torno do documentário. Além disso, o partido requer que o ICL forneça informações detalhadas sobre os gastos na produção e divulgação do conteúdo, eventuais contratos com a Administração Pública Federal em 2025 e 2026, e dados sobre os grupos de mensagens usados na distribuição do material. O PL também pede esclarecimentos sobre possíveis recebimentos de recursos de partidos políticos, incluindo o PT.

O processo está atualmente sob análise do TSE, que irá avaliar os argumentos apresentados pelo PL e as evidências coletadas.

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