O Partido Novo protocolou um pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando a notificação da escola de samba Acadêmicos de Niterói. A ação alega que a agremiação realizou propaganda eleitoral antecipada em favor do presidente Lula no Carnaval de 2026. A homenagem a Lula foi feita por meio do enredo "Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil".
O pedido do Novo surge quase cinco meses após o início do processo contra a escola. Na representação, o partido menciona que duas tentativas de citação por correspondência não obtiveram sucesso. A primeira tentativa foi feita em fevereiro, quando um documento foi enviado para um endereço da escola registrado na Receita Federal, em Itaipu, Niterói. No entanto, Os Correios devolveram a correspondência alegando que o destinatário era "desconhecido".
Em 11 de março, uma nova tentativa foi realizada, desta vez na quadra da Acadêmicos de Niterói, localizada no centro da cidade. A correspondência também retornou, informando que a escola havia deixado o local. Diante disso, o Partido Novo agora solicita que um oficial de Justiça busque localizar a escola nos dois endereços citados e também no barracão da Acadêmicos de Niterói, que fica na Gamboa, no Rio de Janeiro.
No início de fevereiro, o plenário do TSE rejeitou, por unanimidade, pedidos do Novo e do partido Missão para impedir tanto o desfile da escola quanto a presença de Lula no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. A relatora do caso, Estela Aranha, argumentou que restringir manifestações artísticas e culturais configuraria censura prévia. Entretanto, essa decisão não encerrou o processo, que ainda depende da análise do mérito após a citação dos envolvidos.
O TSE comunicou que a relatora já tomou as medidas necessárias para efetivar a notificação. Durante o desfile, a Acadêmicos de Niterói também fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi representado como o palhaço Bozo. A escola, por sua vez, foi rebaixada após acumular 264,6 pontos no Carnaval de 2026.

