Durante o evento Advance 2026, realizado em São Paulo, o ex-ministro da Economia Paulo Guedes anunciou seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL) caso ele seja eleito presidente. Guedes mencionou a união da centro-direita, citando outros líderes como Zema, Caiado e Ratinho Júnior, que já se mostraram alinhados com essa corrente política.
Guedes abordou a atual situação do mundo, referindo-se a uma nova desordem global, e citou o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, ao explicar que o poder deve ser exercido de maneira firme. Ele observou que, apesar do auge da ordem liberal, o cenário atual sinaliza um esgotamento dessa fase.
O ex-ministro acredita que a nova configuração política traz tanto riscos quanto oportunidades para as nações emergentes, posicionando As Américas como um grupo que se prepara para ganhar destaque. Ele reconheceu os avanços do Brasil, mas também alertou sobre a deterioração da relação entre a dívida e o PIB.
A ascensão de governos de direita na América do Sul reflete um movimento global que pode beneficiar a oposição, evidenciado pela vitória de José Antonio Kast no Chile. Guedes ressaltou que a segurança pública se tornou uma prioridade maior que a economia nas mais recentes pesquisas, o que pode favorecer a oposição nas próximas eleições.
Uma recente pesquisa indicou que 66% dos brasileiros desejam eleger senadores que apoiem pedidos de impeachment de ministros do STF, evidenciando a insatisfação com o atual governo. Além disso, 54 senadores terão seus mandatos encerrados em 2027, criando uma oportunidade única para a oposição se estabelecer no Senado.
Guedes criticou indiretamente o governo Lula, afirmando que estratégias de gastos elevados podem trazer ganhos eleitorais momentâneos, mas também criam problemas que necessitam de correção. Ele lembrou que, em 2022, uma parcela significativa dos votos de Lula não veio de apoiadores tradicionais, e muitos eleitores que esperavam mudanças agora se sentem desiludidos.

