Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) confirmou que a morosidade do Ministério da Saúde na compra de vacinas CoronaVac, já na gestão Lula, resultou no desperdício de pelo menos R$ 260 milhões.
A negociação para a aquisição de 10 milhões de doses, iniciada em 2023, arrastou-se por mais de sete meses até ser concluída, o que resultou em Lentidão no Processo. Devido ao atraso, cerca de 8 milhões de doses (80% do total adquirido) chegaram com validade curta e venceram nos armazéns do governo sem serem distribuídas, sendo posteriormente incineradas.
O Ministério da Saúde dispensou cláusulas de proteção contratual que obrigariam o fornecedor a substituir lotes com validade reduzida, aceitando o risco de perda do produto. Além disso, o imunizante do Instituto Butantan já estava em desuso no SUS, pois não estava atualizado para as variantes em circulação.
A auditoria do TCU também apontou que o Ministério da Saúde alegou que seguiu as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e atribuiu parte da responsabilidade ao governo anterior pelo “abandono de estoques”.
A demora na compra de vacinas CoronaVac resultou em uma perda financeira significativa para o governo federal, segundo a auditoria do TCU.

