Uma pesquisa realizada pela Atlas/Intel indica que a maioria da população brasileira é favorável à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O levantamento, divulgado no dia 3 de junho de 2026, revela que 55,9% dos entrevistados apoiariam essa medida, enquanto 40,8% se opõem e 3,2% não souberam opinar.
Esse apoio ocorre no contexto da recente decisão do governo dos Estados Unidos de designar essas facções criminosas como grupos terroristas. A ação foi bem recebida por 53,1% da população, que se manifestou a favor da iniciativa, ao passo que 44,7% a desaprovam. Apenas 2,2% dos entrevistados não expressaram opinião sobre o tema.
Contudo, apesar da aprovação, os brasileiros estão divididos em relação à interpretação das consequências dessa decisão americana. Quando questionados sobre a medida, 47,7% acreditam que ela pode representar um risco à soberania nacional, possibilitando interferências externas. Em contrapartida, 44,7% consideram a ação necessária para fortalecer o combate ao crime organizado, enquanto 7,3% a veem como um gesto simbólico sem efeitos práticos.
A pesquisa também mostra um equilíbrio nas opiniões sobre se a decisão dos Estados Unidos configura uma agressão à soberania brasileira. Aproximadamente 49,7% dos entrevistados afirmaram que não, enquanto 49,4% acreditam que sim. Apenas 0,9% não souberam responder a essa indagação.
No que diz respeito aos impactos da medida na segurança pública, 29,6% dos participantes da pesquisa afirmaram que a classificação do PCC e do CV pelos Estados Unidos não gerará efeitos significativos no Brasil. Por outro lado, 26,8% acreditam que a decisão pode melhorar a segurança pública de maneira significativa. Outros 17,1% esperam uma melhora moderada, enquanto 17,2% avaliam que a medida poderá piorar a situação da segurança. Os que preveem impactos negativos limitados somam 6,2%, e 3,1% não souberam opinar.
Adicionalmente, a pesquisa sugere que o tema pode influenciar o comportamento do eleitorado nas eleições de 2026. De acordo com o levantamento, 50,8% dos entrevistados afirmaram que teriam mais facilidade para votar em candidatos que apoiam a classificação das facções como terroristas. Em contrapartida, 33,6% preferem candidatos que se opõem a essa medida, enquanto 15,7% afirmam que a questão não interfere em sua escolha eleitoral.

