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Pessoas fisicamente ativas apresentam melhor desempenho cognitivo

[ad_1] Você provavelmente já ouviu que a atividade física faz bem para o coração, para o humor e para o controle do peso corporal. O que muita gente ainda desconhece é o impacto positivo que o exercício pode ter sobre o cérebro. Pesquisas recentes indicam que algo tão simples quanto calçar um tênis e caminhar […]

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Você provavelmente já ouviu que a atividade física faz bem para o coração, para o humor e para o controle do peso corporal. O que muita gente ainda desconhece é o impacto positivo que o exercício pode ter sobre o cérebro. Pesquisas recentes indicam que algo tão simples quanto calçar um tênis e caminhar em ritmo acelerado pode ajudar a manter a mente mais afiada ao longo do envelhecimento.

Há décadas, cientistas observam que pessoas fisicamente ativas tendem a apresentar melhor desempenho cognitivo com o passar dos anos. A prática regular de exercícios tem sido associada à melhora da memória, do raciocínio e até à redução do risco de demência. O que ainda não estava totalmente esclarecido era se o exercício seria capaz de alterar a estrutura física do cérebro e se essas mudanças poderiam ser detectadas por exames de imagem.

Com esse objetivo, pesquisadores conduziram um estudo clínico de um ano para investigar se seguir as recomendações padrão de atividade física poderia desacelerar ou até reverter a chamada “idade cerebral”. Esse conceito se refere à aparência do cérebro em exames de ressonância magnética quando comparada à idade real da pessoa. Os resultados foram publicados em uma revista científica especializada em esporte e saúde.

O estudo acompanhou 130 adultos saudáveis, com idades entre 26 e 58 anos, em um ensaio clínico randomizado e de avaliação cega, com duração de 12 meses. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um grupo que realizou exercícios aeróbicos de intensidade moderada a vigorosa e um grupo controle, orientado a não alterar seus hábitos de atividade física.

Os participantes do grupo ativo realizaram duas sessões semanais supervisionadas, com duração de 60 minutos cada, em ambiente controlado, além de exercícios em casa, totalizando cerca de 150 minutos semanais de atividade aeróbica. Esse volume corresponde às recomendações amplamente utilizadas na área da saúde. As atividades incluíam caminhada, corrida leve ou moderada em esteira, além do uso de bicicletas ergométricas, aparelhos elípticos ou remadores. A intensidade dos exercícios foi monitorada por meio da frequência cardíaca.

No início e ao final do estudo, todos os participantes passaram por exames de ressonância magnética para avaliação da estrutura cerebral e por testes de aptidão cardiorrespiratória, como o consumo máximo de oxigênio, conhecido como VO2 pico, um indicador da capacidade do corpo de usar oxigênio durante o esforço físico. Com auxílio de um sistema de aprendizado de máquina, os pesquisadores calcularam a diferença entre a idade cronológica e a idade estimada do cérebro, um indicador conhecido como diferença de idade cerebral prevista.

Após 12 meses, os resultados mostraram diferenças claras entre os grupos. Os participantes que se exercitaram regularmente apresentaram uma redução média de aproximadamente 0,6 ano na idade cerebral estimada, indicando um cérebro com aparência mais jovem. Já o grupo controle apresentou um aumento médio de cerca de 0,35 ano, mudança considerada pequena e sem significância estatística. A comparação direta entre os grupos revelou uma diferença próxima de um ano inteiro a favor de quem praticou exercício físico.

Além disso, o grupo ativo apresentou melhora significativa no condicionamento físico. Um dado relevante foi a associação entre níveis mais elevados de aptidão cardiorrespiratória no início do estudo e cérebros com aparência mais jovem, o que reforça a importância da boa condição física ao longo da vida.

O estudo apresenta algumas limitações importantes. A amostra foi composta por adultos saudáveis e com nível educacional relativamente alto, o que pode limitar a generalização dos resultados. A pandemia da Covid-19 também interferiu na rotina de parte dos participantes, que precisaram continuar os treinos em casa durante períodos de restrição. Embora os pesquisadores tenham investigado possíveis explicações para os efeitos observados, como mudanças na aptidão física, na composição corporal, na pressão arterial e em proteínas cerebrais relacionadas à saúde neural, nenhum desses fatores explicou completamente os resultados. O mecanismo exato pelo qual o exercício influencia a idade cerebral ainda não é totalmente compreendido.

Do ponto de vista prático, os achados reforçam a ideia de que seguir as recomendações atuais de atividade física, com cerca de 150 minutos semanais de exercícios aeróbicos de intensidade moderada a vigorosa, pode ajudar a manter o cérebro biologicamente mais jovem, mesmo durante a meia-idade. Essa fase da vida é especialmente relevante, pois muitas alterações associadas ao envelhecimento cerebral começam de forma silenciosa décadas antes de se tornarem evidentes.

Para quem ainda não atinge esse nível de atividade, o mais importante é começar de forma gradual. Caminhadas curtas ao longo do dia, optar por escadas em vez de elevadores ou reservar alguns horários semanais para se movimentar já representam um avanço. Atividades como caminhar em ritmo acelerado, pedalar, nadar ou dançar são exemplos de exercícios aeróbicos eficazes. A regularidade, mais do que a intensidade extrema, é o fator-chave, como demonstrado pelos participantes que mantiveram a prática ao longo de um ano.

Antes de iniciar uma nova rotina de exercícios, especialmente em casos de condições de saúde preexistentes ou longos períodos de sedentarismo, é recomendável procurar um profissional de saúde. A orientação adequada ajuda a garantir que a atividade física seja segura, progressiva e ajustada às necessidades individuais.

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Fonte:Paraná Jornal

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