O Comitê de Diversidade e Inclusão da Petrobras enviou um comunicado interno em maio deste ano, orientando os empregados a realizarem ou atualizarem sua autodeclaração de identidade de gênero nos sistemas da empresa.
Neste novo sistema de cadastro, a opção ‘masculino’ foi marcada como ‘obsoleta’, sendo substituída por categorias mais específicas, incluindo ‘Homem Cis’, ‘Homem Trans’, ‘Mulher Cis’, ‘Mulher Trans’ e ‘Travesti’. A descrição no campo de identidade de gênero esclarece que se refere à “percepção individual de gênero de cada pessoa”.
O preenchimento da autodeclaração é considerado crucial para o acesso a oportunidades de desenvolvimento de carreira, conforme destacado no comunicado. A estatal menciona que essa atualização pode impactar a participação em “processos seletivos exclusivos para algumas funções e oportunidades internas”, além de programas de mentoria voltados para a formação de lideranças.
Além das informações sobre identidade de gênero, a Petrobras também pede dados sobre etnia racial. A empresa justifica que a autodeclaração racial está respaldada por legislação e visa aumentar a visibilidade da diversidade na força de trabalho, assim como fortalecer grupos historicamente sub-representados.
A iniciativa da Petrobras busca ampliar o entendimento sobre o perfil de sua força de trabalho e reforçar as ações de diversidade e inclusão dentro da companhia. O comunicado assegura que as informações coletadas serão tratadas com confidencialidade e utilizadas exclusivamente para fins estatísticos e de gestão de pessoas, em conformidade com a legislação vigente.
Essa nova medida reacende o debate sobre o papel das estatais brasileiras na implementação de políticas de diversidade e inclusão, especialmente em relação a processos internos de desenvolvimento profissional e seleção para cargos. A Petrobras, sob a presidência de Magda Chambriard, já havia sido tema de uma reportagem da Revista Oeste que abordou a adoção de políticas consideradas alinhadas à agenda woke, destacando a matéria “A Petrobras virou woke” na Edição 209 da publicação.

