Na última terça-feira, 26, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, anunciou que a legenda apresentará um destaque durante a votação em plenário marcada para esta quarta-feira, 27, com o intuito de priorizar a análise da jornada de trabalho no modelo 4×3. O modelo prevê que os trabalhadores atuem por quatro dias e tenham três dias de descanso.
Cavalcante defendeu a proposta, afirmando que o PL é a favor de uma jornada reduzida, permitindo que os trabalhadores passem mais tempo em casa com suas famílias. "Tomamos a decisão de amanhã, na hora da votação em plenário, apresentar destaque de preferência para votarmos a escala 4×3", afirmou o deputado, que também criticou a postura do governo federal no debate sobre a redução da carga horária, acusando-o de agir com hipocrisia.
Durante sua fala, o deputado fez um apelo aos partidos de esquerda, desafiando-os a se unirem ao PL em apoio à proposta. Ele questionou: "Quero ver amanhã os petistas votando [com o PL]", ressaltando que a iniciativa visa beneficiar os trabalhadores. Cavalcante também criticou a atual escala 6×1, pedindo a substituição por uma jornada mais favorável.
As declarações de Sóstenes Cavalcante surgem após o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, ter manifestado apoio ao fim da escala 6×1 em uma entrevista à rádio Jovem Pan na segunda-feira, 25. Valdemar destacou que a maioria dos deputados da bancada é favorável à mudança e associou a questão ao cenário eleitoral, afirmando que a não aprovação da nova jornada poderia beneficiar adversários políticos nas eleições futuras.
Valdemar também mencionou que o partido busca alternativas para mitigar os impactos dessa mudança sobre os empregadores, afirmando que a proposta incluirá discussões sobre redução de impostos para aqueles que enfrentarem dificuldades financeiras. "Vamos fazer uma proposta para o empregador poder negociar com os empregados", disse.
Além disso, o presidente do PL expressou a intenção de promover um entendimento que permita ampliar o período de descanso semanal, sugerindo a possibilidade de uma jornada de cinco dias de trabalho por semana. Essas discussões fazem parte de um esforço maior do PL para se posicionar favoravelmente às demandas da população e dos trabalhadores.

