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Polêmica envolve primeiro-ministro britânico e dono do Manchester City

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, é acusado de favorecer o Abu Dhabi United Group em um acordo imobiliário, levantando questões sobre sua relação com o Manchester City e os investimentos dos Emirados Árabes no país.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, está no centro de uma controvérsia relacionada ao Manchester City. Antes de assumir o cargo de premier, Burnham foi prefeito da Grande Manchester e estabeleceu laços estreitos com o Abu Dhabi United Group (Adug), proprietário do clube, que é controlado por Sheikh Mansour.

A polêmica surgiu em função de um acordo imobiliário assinado em 2015, durante o mandato de Burnham na prefeitura, que garantiu ao Adug prioridade na negociação de terrenos públicos por um período de dez anos. Essa informação foi revelada por um veículo de comunicação britânico, gerando discussões sobre a ética do acordo.

A situação se complica à medida que Burnham, recentemente, defendeu os proprietários do Manchester City após a Premier League concluir que o clube cometeu fraudes financeiras. O primeiro-ministro expressou preocupação sobre a possibilidade dos empresários deixarem a equipe, elogiando-os como um “grande parceiro” na transformação da cidade e no fortalecimento do clube como uma potência mundial.

Além disso, autoridades dos Emirados Árabes Unidos indicaram que a forma como o caso do Manchester City é tratado pode afetar futuros investimentos na Grã-Bretanha. Nos últimos cinco anos, os Emirados investiram mais de 30 bilhões de libras esterlinas, equivalentes a R$ 210 bilhões, em diversas áreas do Reino Unido, incluindo defesa e tecnologia.

O acordo de 2015 conferia ao Adug prioridade na aquisição de terrenos que o conselho municipal pretendia desenvolver. O projeto denominado Manchester Life recebeu aproximadamente 1,25 bilhão de libras (cerca de R$ 8,75 bilhões) e resultou na construção de 1.500 moradias, na preservação de edifícios históricos e na criação de novas áreas comerciais, segundo o conselho municipal, que defende que a parceria foi fundamental para revitalizar uma região necessitada de investimentos.

A relação estreita entre Burnham e os proprietários do Manchester City levou o partido de oposição, os Liberais Democratas, a exigir esclarecimentos. Eles solicitaram que o primeiro-ministro torne públicas as reuniões e conversas que teve com o City Football Group, o Abu Dhabi United Group e representantes do governo dos Emirados Árabes desde sua época como prefeito.

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