A Polícia Civil do Paraná (PCPR) destaca que os crimes cibernéticos são uma realidade e que o receio em denunciar é um dos grandes desafios enfrentados, especialmente por mulheres. O delegado José Barreto, do Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), enfatiza que a culpa nunca é da vítima e orienta a coletar o máximo de informações possíveis antes de realizar a denúncia.
Os cibercrimes incluem diversas formas de violência ou abuso no meio digital, como cyberstalking e sextorsão. O primeiro envolve perseguição por meio de múltiplas plataformas e assédio, enquanto o segundo refere-se à extorsão mediante a ameaça de divulgação de conteúdo íntimo. Barreto recomenda que, ao se deparar com tais situações, as vítimas não respondam às agressões, coletem provas e procurem a delegacia.
Em janeiro de 2024, foram registrados 1.755 casos de crimes virtuais contra mulheres no Paraná, número que caiu para 1.530 em janeiro de 2026, representando uma redução de quase 6%. Para que essas ocorrências diminuam ainda mais, é essencial a adoção de medidas preventivas e a conscientização sobre como denunciar.
As orientações incluem não ceder às ameaças e preservar provas, como prints de tela e registros de conversas. As vítimas devem buscar apoio no Nuciber ou na Delegacia da Mulher para garantir sua segurança e responsabilizar os agressores.

