A Polícia Federal (PF) solicitou, na noite de quarta-feira, 11, a suspeição do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, e está relacionado ao caso do Banco Master, do qual Toffoli é relator.
Essa solicitação da PF ocorreu logo após a revelação de que o celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, continha menções ao ministro. Embora essas menções tenham sido publicadas inicialmente por um portal e confirmadas, o conteúdo não foi detalhado. Toffoli criticou a ação da PF, afirmando que a corporação não possui legitimidade para solicitar sua suspeição no caso.
A suspeição, em termos jurídicos, implica que o ministro não poderá atuar como relator em casos relacionados ao Banco Master, que foi alvo de um processo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central no ano passado. A PF revelou que as menções a Toffoli no celular de Vorcaro representam um novo desenvolvimento na investigação envolvendo o ministro e o Banco Master.
No início de dezembro, houve notícias de que Toffoli viajou com Augusto Arruda Botelho, advogado de um diretor do Banco, para assistir à final da Taça Libertadores em Lima, Peru. Após essa viagem, Toffoli impôs sigilo ao processo do Banco no STF. Além disso, surgiram informações sobre o Tayayá Resort, onde familiares do ministro foram sócios e que recebeu investimentos de fundos ligados ao cunhado de Vorcaro.

