A Polícia Federal (PF) está realizando uma triagem no conteúdo extraído do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, antes de encaminhar o material à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A medida foi estabelecida por uma determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que limitou o compartilhamento de provas às operações de crédito consignado, tema da investigação. O presidente da comissão, senador Carlos Viana, informou que os parlamentares devem ter acesso aos arquivos em até uma semana.
A divulgação do conteúdo do aparelho gera apreensão em Brasília, afetando tanto o STF quanto o Congresso Nacional. Entre os documentos encontrados, está o contrato do Banco Master com o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O contrato previa um pagamento de aproximadamente R$ 130 milhões em três anos para a defesa dos interesses do banco junto ao Banco Central, à Receita Federal e ao Parlamento.
A liberação das provas representa uma mudança na condução do caso, já que anteriormente, o ministro Dias Toffoli havia bloqueado o compartilhamento, determinando o armazenamento do material no gabinete do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. No entanto, Toffoli deixou a relatoria das investigações após a PF enviar um relatório ao STF, detalhando conexões entre ele e Vorcaro, incluindo um pagamento de R$ 35 milhões por uma parte de um resort do qual Toffoli é sócio.
Em sua nova abordagem, André Mendonça autorizou a cooperação entre as instituições e ressaltou a importância da atuação conjunta entre órgãos de persecução penal e Comissões Parlamentares de Inquérito. A demora no envio dos dados técnicos gerou incômodo entre integrantes da CPMI, como a senadora Damares Alves, que criticou o atraso. Com as eleições se aproximando, a expectativa é que o material filtrado chegue rapidamente aos parlamentares, sem a necessidade de uma

