A suspensão da Lei da Dosimetria, realizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, dividiu os 12 pré-candidatos à Presidência da República em 2026. Levantamento sobre o posicionamento público de cada nome aponta que seis defendem a norma, dois se manifestam abertamente contra e quatro nunca se pronunciaram sobre o assunto.
Entre os defensores da Lei da Dosimetria estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o líder do Movimento Brasil Livre e presidente do Missão, Renan Santos, o ex-ministro Aldo Rebelo (DC) e o escritor Augusto Cury (Avante).
Já os pré-candidatos que se manifestam abertamente contra a redução das penas dos condenados pelo 8 de janeiro são o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Rui Costa Pimenta (PCO). Lula vetou integralmente o projeto que originou a lei, mas teve o veto derrubado pelo Congresso em 30 de abril, com 318 votos favoráveis na Câmara e 49 no Senado.
A promulgação foi feita por Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidente do Senado, após o Planalto deixar vencer o prazo constitucional de 48 horas.
Os quatro nomes que nunca se posicionaram publicamente sobre a Lei da Dosimetria são Cabo Daciolo (Mobiliza), Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB).
A suspensão da Lei da Dosimetria alimenta a agenda eleitoral, especialmente entre os pré-candidatos que defendem a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal. A reforma do Judiciário tende a ser palanque para campanhas ao Senado dos candidatos na Região Sudeste, que concentra os três maiores colégios eleitorais do país.

