O ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, confirmou a revisão dos preços-teto do leilão de capacidade de energia, com o objetivo de assegurar tarifa modesta e remuneração adequada aos participantes. O processo busca corrigir discrepâncias identificadas em relação às informações enviadas pelos principais agentes do mercado, que têm dados mais precisos sobre os custos dos empreendimentos.
Os valores publicados ontem geraram insatisfação no setor, que esperava preços mais altos para cubrir tanto usinas já existentes quanto novos projetos. A Eneva, uma das principais empresas interessadas, viu suas ações caírem quase 20% na terça-feira, mas registraram alta superior a 6% hoje após os anúncios.
Segundo Silveira, a demanda para contratação no leilão deve ser elevada, e os ajustes serão feitos para maximizar a competitividade entre os investidores. A meta é reduzir os custos da energia ao menor nível possível, garantindo disputas que favoreçam uma remuneração justa sem comprometer a modicidade tarifária.
O leilão segue previsto para março, e as alterações serão realizadas sem atrasar o cronograma oficial.

