Membros do Partido dos Trabalhadores (PT) expressam crescente preocupação com a formação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o ciclo eleitoral de 2026. Essa inquietação motivou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a intensificar o diálogo institucional com o ministro Kassio Nunes Marques.
A avaliação interna da sigla aponta que o ambiente na Corte eleitoral poderá se tornar mais desafiador para o governo nos próximos anos, especialmente em razão da presença de ministros que, segundo setores petistas, são vistos como mais alinhados ao conservadorismo. Essa situação gera um clima de vigilância entre os dirigentes do PT, que observam atentamente as futuras composições do TSE, órgão responsável pela supervisão do processo eleitoral.
Nos bastidores da política em Brasília, aliados de Lula indicam que essa aproximação com Nunes Marques faz parte de uma estratégia mais ampla, destinada a manter um canal de comunicação aberto entre o Palácio do Planalto e diferentes membros do Judiciário. O ministro, que foi indicado ao STF pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, deverá assumir a presidência do TSE durante uma parte significativa do próximo ciclo presidencial.
A vice-presidência da Corte ficará sob a responsabilidade do ministro André Mendonça, também indicado por Bolsonaro. A relevância dessa nova configuração ganhou destaque após o convite de Nunes Marques para que Bolsonaro estivesse presente na cerimônia de posse na presidência do TSE.
Esse gesto foi interpretado por integrantes do governo como uma ação com significado simbólico em meio ao atual quadro de polarização política no Brasil, refletindo os desafios que o governo Lula pode enfrentar com a nova formação do TSE e a necessidade de articulação política para os próximos anos.

