A CPI do Crime Organizado, instalada no Senado, ouviu o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em uma sessão que investiga fraudes no Banco Master. Durante o depoimento, os senadores questionaram a atuação do Banco Central em relação à instituição e a participação de Galípolo em uma reunião no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira, informou que o depoimento também abordou o papel dos órgãos de fiscalização do mercado financeiro. Além disso, foram discutidas falhas e sugestões de mudanças para aprimorar o sistema financeiro. A CPI pretendia ouvir Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC, mas sua participação não foi confirmada, pois ele não respondeu à intimação.
Em 2019, o Banco Central autorizou Daniel Vorcaro a assumir o controle do antigo Banco Máxima, depois denominado Banco Master. A instituição é alvo da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis ilegalidades cometidas por servidores do BC para proteger os interesses do Banco Master.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu não prorrogar os trabalhos da CPI, argumentando que o ano eleitoral não seria adequado para tal. Apesar disso, Alessandro Vieira descartou recorrer ao Supremo Tribunal Federal para garantir a prorrogação, mas espera que a corte autorize uma nova CPI para investigar o Banco Master. Sem a ampliação do prazo, a CPI deve votar o relatório final na próxima terça-feira.

