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Processador do PS3 transformou Metal Gear Solid 4 em exclusivo por quase duas décadas

Metal Gear Solid 4 só agora ganha versão para outras plataformas após anos preso ao PS3 devido ao Cell Broadband Engine, processador complexo da Sony que exigia otimização manual em 8 núcleos auxiliares. A arquitetura única impedia a adaptação de jogos, mesmo com esforços de produtoras como Konami e Naughty Dog.

Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots só foi liberado em plataformas além do PS3, após quase duas décadas de exclusividade. A razão não está em falta de vontade da Konami, mas na arquitetura única do processador Cell Broadband Engine, usado pelo console da Sony.

O Cell Broadband Engine diferenciava-se de chips comuns por possuir um núcleo mestre e oito núcleos auxiliares, chamados SPEs, que precisavam ser programados manualmente. Cada SPE executava tarefas específicas como física, áudio e inteligência artificial, mas a sincronia imprópria podia deixar jogos inutilizáveis ou com travamentos.

Essa complexidade impediu que muitos jogos saíssem do PS3 com qualidade adequada em outras plataformas. Títulos como The Elder Scrolls V: Skyrim e Bayonetta apresentavam problemas ao rodar, já que os desenvolvedores não tinham tempo para otimizar cada SPE conforme a Sony exigia.

Para evitar esses riscos, produtoras como Konami e Naughty Dog optaram por fixar o código diretamente no Cell, tornando Metal Gear Solid 4 e outros jogos praticamente intransferíveis. Até agora, quando a versão para PC foi anunciada como parte da Master Collection.

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