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Projeto de lei sobre misoginia enfrenta impasse na Câmara antes do recesso

Falta de consenso entre parlamentares impede votação do projeto de lei que tipifica a misoginia, enquanto outras pautas importantes ficam para agosto. Negociações seguem até o último momento.

O projeto de lei que visa tipificar a misoginia se encontra em um impasse na Câmara dos Deputados, com a possibilidade de não ser votado antes do recesso parlamentar. A relatora da proposta, deputada Tabata Amaral (PSB-SP), tem se empenhado em construir um consenso entre governo, oposição e diferentes bancadas. No entanto, a falta de acordo mantém o texto fora da pauta de votação.

Parlamentares da oposição expressam que não há expectativa de que a proposta seja aprovada antes do recesso. Eles argumentam que o texto ainda permite interpretações que poderiam ameaçar a liberdade de expressão e aumentar a intervenção do Judiciário sobre manifestações de opinião.

Enquanto isso, outras propostas que são consideradas prioritárias pela Câmara, como a ampliação do teto do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 130 mil anuais e a utilização de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para renegociar dívidas de produtores rurais, devem ser adiadas para agosto.

A proposta de tipificação da misoginia, que é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA), foi aprovada no Senado em março e está tramitando na Câmara em regime de urgência. Apesar da urgência, a relatora reconheceu que o texto ainda está em fase de construção e novas sugestões têm sido apresentadas nas negociações.

Tabata Amaral comentou que o texto atual não é ideal, mas é o que pode ser alcançado neste momento, ressaltando a importância de deixar de lado pequenas divergências para avançar na proposta. Ela enfatizou que o parecer foi elaborado após reuniões com lideranças partidárias e bancadas temáticas.

Com o tempo se esgotando e a falta de consenso em relação ao projeto de lei da misoginia, a Câmara deve concentrar esforços nas negociações até os últimos dias antes do recesso. Enquanto isso, algumas pautas de natureza econômica deverão ser retomadas apenas no segundo semestre, incluindo a proposta que permite o uso de recursos do Fundo Social do Pré-Sal para ajudar produtores rurais afetados por questões climáticas.

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