O governo federal está considerando aumentar a porcentagem de etanol anidro na gasolina comercializada no Brasil. Em uma declaração feita nesta terça-feira (9), o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que uma proposta será encaminhada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) nas próximas semanas, com a intenção de elevar a mistura obrigatória de 30% para 32%.
Essa proposta surge a menos de um ano da implementação do E30, que introduziu a atual proporção de etanol na gasolina, em vigor desde agosto de 2025, após aprovação do CNPE. Silveira destacou que a ideia foi discutida em reunião com representantes do setor energético e tem como meta melhorar a segurança do abastecimento nacional, além de diminuir a dependência de combustíveis fósseis importados.
De acordo com o ministro, o aumento da mistura de etanol pode evitar a importação de cerca de 450 milhões de litros de gasolina anualmente. O governo também salienta que essa mudança contribuirá para a redução das emissões de carbono e diminuirá a vulnerabilidade do país a flutuações de preços devido a crises internacionais e conflitos no mercado de petróleo.
Durante a reunião, Evandro Gussi, presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica), mencionou que a maior utilização de etanol já gerou um impacto econômico positivo tanto para os consumidores quanto para a balança comercial do Brasil. Gussi afirmou que a diferença de preço entre etanol e gasolina resultou em economia para os motoristas, além de ter contribuído para a redução dos gastos do país com importações de gasolina.
O dirigente também apontou que o etanol tem sido vendido, em média, a preços inferiores aos da gasolina, e um novo aumento na mistura pode ajudar a reduzir os custos para o consumidor final. Ele ainda comentou que os testes realizados durante a implementação do E30 demonstraram a viabilidade técnica para a adoção de percentuais mais altos de biocombustível.

