O Partido dos Trabalhadores (PT) investiu cerca de R$ 146 mil em uma campanha digital que gerou mais de 18 milhões de visualizações em vídeos veiculados nas redes sociais durante o mês de abril. O objetivo da campanha é criticar o senador Flávio Bolsonaro (PL), que é pré-candidato à Presidência nas próximas eleições.
A estratégia do PT envolve a associação de Flávio Bolsonaro a temas de repercussão negativa. Entre os conteúdos divulgados, um dos vídeos afirma que a Casa Branca estaria planejando "acabar" com o Pix, o sistema de pagamento instantâneo criado pelo Banco Central em 2020. Outro vídeo menciona investigações nos Estados Unidos sobre práticas comerciais desleais atribuídas ao Brasil.
Além desses temas, a campanha aborda questões como o caso do Banco Master, a guerra no Irã, o aumento dos preços dos combustíveis e a escala 6×1. As peças também estabelecem comparações entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, além de acusar o PL de "votar contra o povo brasileiro". O PT ainda critica a postura do partido em relação a privatizações e faz associações com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente no contexto do conflito no Oriente Médio.
Em resposta a essa ofensiva, o PL protocolou seis representações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitando a remoção imediata dos vídeos e a aplicação de multas por impulsionamento irregular e propaganda antecipada negativa. O total das penalidades requeridas pelo PL soma R$ 4,18 milhões.
O cenário eleitoral está em transformação, com pesquisas recentes indicando oscilações no desempenho de Lula no Nordeste, uma região que foi crucial para sua vitória em 2022, onde conquistou 65,9% dos votos válidos no segundo turno, em comparação aos 29,1% obtidos por Jair Bolsonaro. Agora, simulações mostram Flávio Bolsonaro com intenções de voto variando entre 30% e 35% na mesma região, superando o desempenho de seu pai.
No Sudeste, onde Lula obteve 43,4% dos votos totais em 2022, levantamentos atuais indicam que ele pode ter entre 41% e 46% das intenções de voto. Por outro lado, Flávio Bolsonaro apresenta intenções de voto que variam entre 41% e 49%, ainda não alcançando os 51,5% que Jair Bolsonaro registrou na última eleição.

