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PT opta por enfrentar Flávio Bolsonaro nas urnas e descarta ação judicial

Lindbergh Farias, deputado federal pelo PT, declarou que o partido não pedirá a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro, priorizando a disputa eleitoral. Ele criticou a estratégia de questionar a lisura das urnas eletrônicas, associando-a à atuação de Jair Bolsonaro.

O deputado federal Lindbergh Farias, do PT do Rio de Janeiro, afirmou que o partido não buscará a inelegibilidade de Flávio Bolsonaro, atual senador pelo PL-RJ. Em um vídeo divulgado nas redes sociais na terça-feira, 21, Lindbergh destacou que a decisão do PT é enfrentar o senador nas eleições, evitando recorrer à Justiça Eleitoral.

A declaração do deputado veio após Flávio Bolsonaro levantar dúvidas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas durante um encontro com embaixadores estrangeiros na segunda-feira, 20. Lindbergh argumentou que um pedido de inelegibilidade poderia fortalecer a narrativa de vitimização da oposição, afirmando que "eles querem justamente isso: transformar qualquer medida em combustível para uma narrativa de vitimização".

O foco do PT, Segundo Lindbergh, será a disputa nas urnas, ressaltando que o objetivo é derrotar Flávio Bolsonaro nas eleições. Para ele, a melhor resposta aos questionamentos sobre o sistema eleitoral é a participação ativa dos eleitores. "O nosso objetivo é derrotá-lo nas urnas eletrônicas", afirmou o deputado.

Lindbergh também fez uma comparação entre Flávio Bolsonaro e seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar destacou que o senador estaria repetindo a estratégia de seu pai ao criticar o sistema eleitoral perante representantes diplomáticos, uma tática que, segundo ele, visa semear dúvidas sobre a integridade das eleições antes de sua realização.

Jair Bolsonaro foi declarado inelegível em 2023 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devido a abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, após uma reunião com embaixadores em julho de 2022 no Palácio da Alvorada, onde fez críticas infundadas às urnas eletrônicas.

Outro ponto levantado por Lindbergh foi a tentativa de internacionalizar as críticas ao sistema eleitoral brasileiro. O deputado mencionou que a estratégia busca aumentar a repercussão internacional das alegações e garantir apoio político fora do Brasil, especialmente nos Estados Unidos. "Agora eles citam os Estados Unidos. Eles vão tentar fazer isso. É um discurso golpista", afirmou.

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