As importações chinesas de soja dos EUA recuaram 83,7% nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, totalizando 1,49 milhão de toneladas métricas. A queda é atribuída a atrasos nas remessas, resultantes de tensões comerciais que impediram compras antecipadas da safra de outono dos EUA.
Em contraste, as importações de soja do Brasil para a China cresceram 82,7% em relação ao ano anterior, alcançando 6,56 milhões de toneladas métricas. Essa mudança se deve ao aumento das compras por parte de compradores privados que evitavam a soja norte-americana devido às altas tarifas.
Entretanto, há preocupações sobre os controles fitossanitários mais rigorosos do Brasil e o prolongado desembaraço alfandegário da China, que podem afetar a velocidade das entregas nos próximos meses. O ministro da Agricultura do Brasil, Carlos Fávaro, afirmou que o governo está em negociações para ajustar os requisitos de inspeção e segurança fitossanitária para os embarques.
Além disso, as importações argentinas de soja também mostraram um aumento significativo, subindo para 3,27 milhões de toneladas métricas em janeiro e fevereiro, em comparação com 111.603 toneladas no ano anterior. Esse crescimento foi impulsionado pela suspensão temporária dos impostos de exportação da Argentina, que incentivou as compras pela China.

