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Raça Sussex evolui nas florestas da Inglaterra e conquista mercados com carne premium

Conhecida por resistência e adaptabilidade, a raça Sussex transformou-se de animal de trabalho a produtor de cortes nobres ao longo de séculos
Aparência marcante da raça Sussex, com pelagem vermelho-escura e ponta branca na

O gado Sussex surgiu das florestas do sul da Inglaterra, a partir das antigas “vacas vermelhas” comuns nas regiões de Weald, Sussex e Kent. Esses animais chamavam atenção por chifres longos, semelhantes aos do Longhorn, e por serem fortes, ágeis e resistentes, qualidades essenciais em uma época de atividade agrícola intensa.

Durante anos, os bovinos foram usados principalmente para tração, atuando no preparo de solos e no transporte em fazendas. Só eram destinados ao abate após completarem seis ou sete anos de trabalho, quando já não eram mais necessários nos campos.

A primeira menção formal ao Sussex puro ocorreu em 1793, destacando a preferência por pelagem vermelho-escura e características como carne macia e boa conformação muscular. No entanto, a raça só ganhou estrutura e reconhecimento no século XIX, quando os criadores passaram a priorizar animais com padronização de cor e maior qualidade na carcaça.

Com a substituição dos bois por cavalos na agricultura, o Sussex adaptou-se e se tornou raça especializada em corte, com investimentos em conformação para aumentar cortes nobres. Hoje, mantém rusticidade e fertilidade, além de apresentar porte médio, com vacas atingindo até 135 cm na cernelha e 585 kg de peso, e touros até 145 cm e 950 kg.

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