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Recordando o Impeachment de Dilma Rousseff: uma Década de Impactos Políticos

Em 12 de maio de 2016, o Senado Federal aprovou o impeachment da então presidente Dilma Rousseff, marcando uma reviravolta na política brasileira. A votação resultou na ascensão de Michel Temer ao Palácio do Planalto e deixou legados que ainda reverberam na atualidade.
Foto: Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O dia 12 de maio de 2016 foi um marco na história política do Brasil, com o Senado Federal finalizando uma das sessões mais longas e impactantes, ao aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A votação, que se estendeu por mais de 20 horas, culminou na decisão de afastar a petista do cargo, permitindo que o então vice-presidente Michel Temer (MDB) assumisse interinamente o Palácio do Planalto.

O placar final da votação no Senado foi de 55 votos a favor e 22 contra a admissibilidade do processo de impeachment, com 78 dos 81 senadores participando da sessão. O julgamento foi fundamentado em acusações de que Dilma teria cometido crimes de responsabilidade fiscal, notadamente através das denominadas “pedaladas fiscais”, que consistiam em atrasos nos repasses do Tesouro a bancos públicos, com o intuito de melhorar de forma artificial os resultados fiscais do governo. Além disso, a ex-presidente foi acusada de editar decretos para suplementação orçamentária sem a devida autorização prévia do Congresso.

A decisão do Senado seguiu a votação realizada na Câmara dos Deputados, que já havia se manifestado a favor do impeachment semanas antes. O processo foi formalmente encerrado em 31 de agosto de 2016, quando o Senado confirmou a cassação do mandato de Dilma Rousseff. Apesar da perda do cargo, os senadores optaram por manter os direitos políticos da ex-presidente.

Com a saída de Dilma, Michel Temer assumiu a presidência de forma definitiva, permanecendo no cargo até o final de seu mandato em 2018. Anos depois, diversas decisões judiciais resultaram no arquivamento das ações relacionadas às pedaladas fiscais, permitindo que o debate sobre a legalidade das ações de Dilma fosse revisitado.

Em 2023, a ex-presidente Dilma Rousseff retornou ao cenário internacional ao ser nomeada presidente do Novo Banco de Desenvolvimento, uma instituição financeira vinculada ao bloco dos BRICS, demonstrando que sua trajetória política continua a ser relevante nos dias atuais.

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