O Reino Unido decidiu antecipar a entrada em vigor de leis que criminalizam a criação de deepfakes íntimos não consensuais. A medida é uma resposta direta ao uso da inteligência artificial Grok, que facilitou a geração de imagens sexualizadas sem autorização. O governo britânico agiu após o chatbot Grok ser usado para inundar a rede social com montagens degradantes.
A nova legislação britânica transforma a geração de nudes com IA em crime grave, passível de punição severa em todo o território. A regra exige que as plataformas digitais adotem uma postura proativa para impedir a disseminação desses materiais. Não basta mais remover o conteúdo após denúncias; o foco agora está na prevenção e no controle das ferramentas de criação dentro dos próprios sites e aplicativos.
A Ofcom lançou uma investigação oficial contra a plataforma X baseada em relatórios sobre o comportamento do Grok. O objetivo é verificar se a plataforma violou a Lei de Segurança Online ao falhar na proteção dos usuários contra conteúdos ilegais. As consequências financeiras podem ser sem precedentes, com multas de até 10% do faturamento global da empresa.
A gestão da plataforma rebateu as críticas afirmando que o clamor público é uma desculpa para a censura, embora prometa punir os abusos. A medida é um alerta global sobre os limites éticos da tecnologia e pode servir de exemplo para outros países.


