O primeiro-ministro Keir Starmer e sua equipe, com a ministra da Economia Rachel Reeves à frente, adotaram políticas que elevaram o salário mínimo (National Living Wage) e as contribuições patronais à Segurança Social. Apesar do propósito de reduzir desigualdades e apoiar trabalhadores de baixa renda, as medidas geraram um efeito contrário: as empresas sentiram o peso dos custos crescentes, o que afetou a criação de novos postos.
Em abril, o desemprego chegou a 5%, a maior marca em quatro anos, e as projeções indicam que o índice deve subir até o fim do ano, atingindo 5,4%. Essa taxa não era observada desde 2015, sinalizando uma deterioração no cenário econômico local.
A situação é mais crítica entre os jovens, com cerca de 735 mil desempregados entre 16 e 24 anos, fazendo a taxa superar os 16%. Setores como varejo, hospitalidade e serviços, que tradicionalmente empregam esse público, foram os mais impactados pelas políticas recentes.
A elevação dos impostos e do salário mínimo, segundo avaliações de economistas, incentivou as empresas a priorizar a manutenção de trabalhadores mais experientes em detrimento da contratação de jovens.

