O relatório indica que houve pelo menos seis encontros entre Vorcaro e Moraes, iniciando no final de 2023, com a mediação do ex-ministro das Comunicações Fábio Faria, que forneceu um número atribuído ao ministro. As comunicações continuaram enquanto o Banco Master enfrentava dificuldades e Vorcaro monitorava as investigações que levariam à sua prisão.
Uma das mensagens, enviada dois dias antes da detenção de Vorcaro, questionava: "Acha que segunda já tenho que estar fora?" A PF associou essa mensagem ao contato de Moraes. Apesar de a polícia ter conseguido recuperar várias mensagens, não obteve acesso a todas as respostas atribuídas ao ministro.
Em 2 de fevereiro de 2026, foi revelado que Moraes trocou de celular, chip e número de telefone na segunda semana de fevereiro, quando a PF já estava analisando os aparelhos de Vorcaro. Essa informação, entretanto, não necessariamente indica uma conexão com a investigação em curso.
Moraes já havia negado ter recebido mensagens atribuídas a ele e qualificou como "ilação mentirosa" a associação de seu nome a certos diálogos. Até o momento da divulgação do novo conjunto de informações, o ministro não havia feito uma manifestação específica sobre todos os aspectos contidos no relatório.
O futuro do material agora está nas mãos do Supremo Tribunal Federal, que decidirá sobre a possibilidade de aprofundar as investigações. A Procuradoria-Geral da República contestou a metodologia utilizada na elaboração do relatório, solicitando sua nulidade.

