A Renault anunciou a retirada do Kwid E-Tech do mercado brasileiro, apenas sete meses após o modelo receber uma atualização visual e de equipamentos. A decisão, amplamente discutida entre concessionárias, implica no fim das importações do compacto elétrico, que não está mais listado no catálogo oficial da fabricante no país.
Considerado por um período o carro elétrico mais acessível do Brasil, o Kwid E-Tech teve um desempenho abaixo das expectativas, registrando apenas 215 emplacamentos nos primeiros quatro meses de 2026. Em contraste, o modelo rival BYD Dolphin Mini alcançou a impressionante marca de 21.647 unidades emplacadas no mesmo intervalo, evidenciando a crescente preferência do consumidor por veículos elétricos mais modernos.
Além da dificuldade em conquistar o mercado, a Renault enfrentou desafios relacionados ao alto custo de importação, fatores que tornaram impraticável a continuidade das vendas do Kwid E-Tech. O modelo se despede com um motor de 65 cv e uma autonomia de 185 km, conforme dados do Inmetro, sem ter recebido qualquer ajuste de desempenho desde seu lançamento.
Essa mudança se insere em uma reestruturação mais ampla da Renault Brasil, que foi acelerada pela aquisição de 26,4% da marca pelo grupo chinês Geely no ano anterior. Agora, a prioridade da montadora é dar espaço para o novo Geely EX2, evitando a concorrência interna que impactou negativamente as vendas do hatch francês.
Com a saída do Kwid E-Tech, o portfólio de veículos totalmente elétricos da Renault no Brasil fica limitado ao Megane E-Tech. Este SUV premium, que recentemente viu o fim de sua promoção, agora é comercializado por R$ 279.990, um aumento significativo em relação ao preço anterior de R$ 199.990.

