As mensagens que sugerem pagamentos do ex-CEO do Banco Master, Daniel Vorcaro, ao ministro Dias Toffoli, mudaram o rumo da CPI do Crime Organizado no Senado. Com isso, o colegiado passou a considerar investigar figuras próximas tanto a Toffoli quanto ao ministro Alexandre de Moraes.
A pauta para a próxima semana, 25 de fevereiro, lista 47 pedidos, incluindo convites para Moraes compararcer e solicitações de depoimento a Toffoli e seus familiares. Os irmãos do ministro, José Eugênio e José Carlos Dias Toffoli, também foram incluídos, além da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Moraes, que firmou contrato de R$ 129 milhões com o banco.
Até então, o presidente da CPI, senador Fabiano Contarato, não havia discutido com os outros membros a convocação de magistrados do Supremo ou ações similares. A mudança surgiu apenas após a divulgação das mensagens.
Além dos nomes ligados a Toffoli e Moraes, a comissão deve avaliar convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master e vinculado ao ministro da Casa Civil, Rui Costa, e ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner. Também estão previstos pedidos para o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e para o próprio Vorcaro, além de Fabiano Zettel, cunhado do ex-executivo.

