Após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que invalidou tarifas emergenciais impostas pelo presidente Donald Trump, países como China, Índia e Brasil agora enfrentam alíquotas menores para exportações aos EUA. A Suprema Corte considerou ilegal o uso da International Emergency Economic Powers Act para impor essas tarifas, permitindo que esses países se beneficiem de taxas reduzidas.
Trump anunciou uma nova tarifa global de 15%, o que resultaria em uma alíquota efetiva média de cerca de 12%, a menor desde abril. Em termos regionais, a tarifa média ponderada na Ásia deve cair de 20% para 17%. Contudo, essa redução pode ser temporária, pois a administração Trump planeja implementar tarifas setoriais e específicas.
O novo cenário tarifário altera a competitividade entre os parceiros comerciais dos EUA. A China, por exemplo, viu uma tarifa de 10% sobre o fentanil ser derrubada, enquanto países como Reino Unido e Austrália, que tinham tarifas de 10%, agora enfrentam um cenário desvantajoso. O sentimento do mercado também foi impactado, com o dólar e os contratos futuros do S&P 500 recuando.
Autoridades americanas pressionam a União Europeia e o Japão a manter compromissos de negociações anteriores, enquanto buscam preservar a trégua com a China. Além disso, Canadá e México, que também foram alvo de tarifas, podem se beneficiar se as isenções do acordo comercial USMCA forem mantidas. Apesar da incerteza decorrente da decisão judicial, analistas observam a resiliência do comércio global e a mudança moderada nas alíquotas como sinais positivos.

