Rogério Marinho, senador do Partido Liberal (PL) do Rio Grande do Norte, se reuniu recentemente com Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A visita, que não foi casual, teve o objetivo de discutir a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, na qual Marinho atua como coordenador.
Durante o programa Arena Oeste, exibido na quinta-feira, 24, Marinho relembrou a mensagem que transmitiu a Mendes: a necessidade de respeito à Constituição. Ele enfatizou o desejo da campanha de Flávio Bolsonaro de manter um diálogo institucional com o STF, caso o candidato seja eleito. "Ninguém pode estar acima da lei", disse, ressaltando que eventuais crimes de responsabilidade cometidos por ministros devem ser avaliados pelo Senado. "Não temos nada contra a instituição. Pelo contrário."
O senador também apontou Alexandre de Moraes como uma preocupação central em sua relação com o STF. Marinho criticou a condução do Inquérito das Fake News e a reação de Moraes frente ao colega André Mendonça, que é o relator das investigações sobre o Banco Master. Após a retirada do sigilo de um relatório da Polícia Federal, que continha mensagens entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, o ministro pediu que Mendonça fosse investigado. Marinho classificou essa atitude como uma "inversão intolerável de valores" e acusou Moraes de usar o inquérito como um "escudo e instrumento de intimidação".
Uma das propostas que Marinho defende para o futuro governo de Flávio Bolsonaro envolve a alteração das atribuições do STF. Ele sugere que a Corte não deveria mais ter a competência para julgar processos criminais, incluindo aqueles que envolvem autoridades com foro privilegiado. Dessa forma, o STF se concentraria apenas em questões constitucionais.
Atualmente, figuras como o presidente da República e ministros do STF podem ser julgados criminalmente diretamente na Corte, em virtude do foro privilegiado. Marinho criticou essa situação, fazendo uma comparação com o governo de Dilma Rousseff, afirmando que a administração atual busca crescimento a curto prazo por meio do aumento dos gastos e da dívida, deixando a conta para o futuro. A dívida bruta, segundo ele, alcançou 82,5% do PIB em 2026, mais de dez pontos percentuais acima do que era registrado no início do atual governo.
Ao ser questionado sobre as pesquisas internas da campanha, Marinho não revelou os dados, mas mencionou que os levantamentos encomendados pelo PL indicam um panorama mais otimista para Flávio do que as pesquisas divulgadas publicamente. Ele espera terminar o primeiro turno na liderança.

