Déficit nominal das contas públicas nunca foi tão alto desde o início da série do Banco Central em 2002.
O cenário das finanças públicas brasileiras alcançou um patamar inédito. O déficit nominal acumulado em 12 meses até março chegou a R$ 1,218 trilhões, consolidando o maior valor desde que o Banco Central começou a registrar essa série, em 2002.
Sete meses consecutivos acima de R$ 1 trilhão
O rombo fiscal já ultrapassa a marca de R$ 1 trilhão há sete meses seguidos e apresenta trajetória de crescimento ininterrupto há nove meses. Dois fatores principais explicam o resultado: o peso dos juros da dívida pública, que atingiram R$ 1,080 trilhões no período, e o saldo negativo nas contas primárias do governo.
Déficit primário mais que dobra em relação a fevereiro
Quando se exclui o pagamento de juros da conta, o chamado déficit primário somou R$ 137,1 bilhões nos 12 meses encerrados em março. O número representa mais que o dobro do registrado no mês anterior, quando o indicador marcava R$ 52,8 bilhões.

