O pré-candidato à Presidência Romeu Zema, do partido Novo, declarou que a confiança do povo brasileiro no Supremo Tribunal Federal (STF) só poderá ser recuperada com o impeachment de alguns de seus ministros. A afirmação foi feita durante uma entrevista ao programa Canal Livre, da Band, exibida no dia 3 de maio de 2026.
Zema destacou que a insatisfação em relação ao STF vem crescendo entre os brasileiros, que se sentem indignados com os acontecimentos políticos em Brasília. "Para o brasileiro voltar a ter orgulho do Supremo, temos de tirar alguns elementos de lá. O caminho mais natural para isso é o processo de impeachment", afirmou o ex-governador de Minas Gerais.
O ex-governador criticou a postura dos ministros da Corte, alegando que muitos utilizam seus cargos em benefício próprio. Ele afirmou que essa situação gera um sentimento de desconfiança, dificultando a identificação dos cidadãos com a Justiça. Zema propôs alterações no processo de impeachment, sugerindo que a decisão sobre os pedidos não deva ficar a cargo exclusivo do presidente do Senado, mas sim ser submetida à votação da maioria dos parlamentares.
Atualmente, existem mais de 80 pedidos de impeachment contra ministros do STF, sendo que 46 deles são direcionados a Alexandre de Moraes. Zema também mencionou o envolvimento de Moraes e Dias Toffoli com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, como um fator que intensificou a crise no Supremo. "Espero que o próximo presidente do Senado tenha coragem, não tenha o rabo preso, para levar essas investigações à frente", disse.
Além das questões relacionadas ao STF, Zema falou sobre sua gestão em Minas Gerais, onde conseguiu transformar um déficit de R$ 11 bilhões, herdado do PT, em um superávit de R$ 4 bilhões em 2024. Ele acredita que é possível economizar até R$ 10 trilhões nos próximos 20 anos.
Na área de segurança pública, o pré-candidato propõe medidas mais rigorosas, citando El Salvador como exemplo de sucesso. Ele defendeu a necessidade de aumentar a capacidade do sistema prisional e criticou decisões judiciais que, segundo ele, favorecem criminosos e dificultam a atuação policial. "Prefiro bandido preso do que bandido na rua", enfatizou Zema, ao sugerir que novas penitenciárias sejam construídas caso as existentes fiquem superlotadas.

