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Ronaldo Caiado reafirma candidaturas separadas e descarta aliança com Romeu Zema

O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou que não haverá aliança com Romeu Zema nas eleições de 2026. Ambos seguirão com candidaturas próprias, buscando evitar desentendimentos entre os candidatos da centro-direita.

Em uma recente entrevista ao podcast Iron Talks, exibida na quarta-feira, 3, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, do PSD, descartou a possibilidade de formar uma aliança com Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais, para as eleições de 2026. Caiado reafirmou que ambos seguirão com candidaturas independentes na disputa pela Presidência da República.

Caiado explicou que, apesar de manter conversas com Zema, o intuito foi promover uma harmonia entre os candidatos da centro-direita, evitando atritos que poderiam prejudicar o grupo no segundo turno. “A conversa minha com o Zema foi no sentido de não continuarmos com esses desentendimentos entre nós, candidatos, que a centro-direita não pode chegar fragmentada no segundo turno”, afirmou Caiado no podcast. “Esse foi o motivo de várias conversas. O Zema vai continuar com a campanha dele e eu vou continuar com a minha.”

Durante a entrevista, o ex-governador enfatizou a importância da unidade entre os candidatos de direita nas eleições, mencionando que ele, Zema e o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, devem se unir para combater o PT. “Essa é a eleição em que Lula tem que sair do poder”, declarou, ressaltando que a direita “não pode errar nem brincar”.

Flávio Bolsonaro também se manifestou a respeito, afirmando que a união dos três é fundamental para derrotar o PT, em declarações feitas ao jornal O Tempo. Essa posição de Caiado contrasta com declarações anteriores de Zema, que havia admitido a possibilidade de uma chapa única já no primeiro turno. No dia seguinte, Caiado chegou a mencionar que havia “o sentimento” de formar uma composição com o mineiro em uma única chapa.

O cenário eleitoral para 2026 se desenha com disputas acirradas, e as eleições prometem ser um importante teste para a direita brasileira, que busca não apenas consolidar suas candidaturas, mas também evitar fragmentações que possam favorecer os adversários. A posição firme de Caiado em manter sua candidatura independente reflete uma estratégia que visa fortalecer o campo da centro-direita, preparando o terreno para as próximas etapas da campanha.

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