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Rota Bioceânica: Mapa da América do Sul deve mudar nos próximos anos

Obra de integração continental liga o Atlântico ao Pacífico, encurta o caminho ao mercado asiático e reposiciona Brasil, Paraguai, Argentina e Chile no mapa do comércio global
Ponte Bioceânica entre Brasil e Paraguai — Foto: Foto: Toninho Ruiz

A América do Sul vive um dos momentos mais decisivos de sua história logística. O chamado “Canal do Panamá Terrestre” — nome popular do Corredor Rodoviário Bioceânico de Capricórnio — deixa de ser projeto para se consolidar como a maior obra de integração física e econômica do continente. Ao ligar o Oceano Atlântico ao Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, o corredor encurta distâncias, reduz custos e reposiciona a região no comércio global, especialmente com o mercado asiático.

A Ponte Internacional entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta (Paraguai), com quase 1.300 metros de extensão, já alcança cerca de 80% de execução. A obra, erguida em condições extremas — entre o Pantanal sul-mato-grossense e o Chaco paraguaio — simboliza um novo eixo de desenvolvimento continental.

No Brasil, os acessos à ponte avançam com investimentos superiores a R$ 470 milhões, enquanto o Paraguai acelera a pavimentação de rodovias estratégicas e Argentina e Chile preparam estradas e portos para o fluxo logístico que se aproxima. A expectativa é de ganhos expressivos para o agronegócio, a indústria e o comércio exterior, além de desenvolvimento regional em áreas historicamente isoladas.

As obras da Ponte Bioceânica, considerada um marco da engenharia sul-americana, seguem em ritmo acelerado. A estrutura cruza o Rio Paraguai — fronteira natural entre Brasil e Paraguai — e será a principal ligação terrestre entre os dois países dentro do Corredor Bioceânico de Capricórnio.

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