O Brasil, maior produtor e exportador global de café, deve colher 66,2 milhões de sacas de 60 quilos na safra de 2026. Essa estimativa recorde da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica um momento estratégico para ajustes no fluxo financeiro do setor, reduzindo impactos de oscilações de custos e passivos acumulados em anos anteriores.
A maior produtividade e a bienalidade positiva tendem a melhorar a situação do produtor rural. Ele passa a contar com uma base mais sólida para renegociar obrigações, como operações de barter, créditos rurais e contratos de compra e venda a termo, garantindo segurança jurídica e previsibilidade nos próximos ciclos.
Compradores, instituições financeiras e fornecedores de insumos também podem aproveitar a safra para otimizar ações de recuperação de crédito. Medidas extrajudiciais, bloqueios de safra e arrestos, além de execuções quando necessárias, serão mais viáveis nesse cenário.
Especialistas alertam que a safra abundante pode ser aproveitada para fortalecer relações comerciais, reduzir conflitos e promover estabilidade contratual. Com apoio técnico, o ciclo de 2026 pode transformar-se em benefícios financeiros para todos os elos da cadeia de café.

