os vereadores esclareceram dúvidas sobre o andamento dos trabalhos de limpeza do Lago de Olarias –
A Câmara Municipal de Ponta Grossa (CMPG) recebeu, nesta quarta-feira (20), os secretários municipais de Meio Ambiente e de Infraestrutura, Carla Kritski e Luiz Henrique Honesko, respectivamente, para uma prestação de contas sobre as obras de desassoreamento do Lago de Olarias. Durante a reunião, os vereadores puderam esclarecer dúvidas sobre o andamento dos trabalhos, prazos de execução, estrutura empregada na obra e medidas ambientais adotadas pela Prefeitura Municipal.
Segundo os secretários, a intervenção no Lago de Olarias é considerada necessária e urgente devido ao avanço do assoreamento, agravado pelas obras executadas no entorno do parque. Durante a explanação, Luiz Henrique Honesko destacou que a Prefeitura possui diversas obras em andamento no município, mas reforçou a importância do Lago de Olarias para a cidade. Segundo ele, a participação conjunta das duas secretarias ocorreu justamente para esclarecer questões técnicas relacionadas à engenharia da obra e ao andamento dos serviços.
De acordo com a equipe técnica, embora o assoreamento seja um processo natural em lagos artificiais, o volume registrado atualmente ultrapassa os níveis considerados normais, exigindo intervenção mais ampla para evitar danos ambientais, impactos à fauna local e prejuízos ao paisagismo do parque.
ESTRUTURA DA OBRA E MAQUINÁRIO
Durante os questionamentos, vereadores cobraram informações sobre a quantidade de máquinas utilizadas nos trabalhos. Os secretários explicaram que a operação começou com uma escavadeira e dois caminhões, mas atualmente conta com duas escavadeiras hidráulicas e quatro caminhões atuando na retirada dos sedimentos.
A equipe técnica detalhou ainda que, antes da ampliação do maquinário, foi necessário criar um caminho de serviço com aterro de pedras e outros materiais para garantir segurança e permitir a circulação dos equipamentos pesados e que a frente de trabalho escolhida foi definida por causar menos impacto ao parque e ao uso do espaço pela população, além de reduzir transtornos no trânsito de caminhões e máquinas.
Segundo os representantes do Executivo, o aumento do número de máquinas depende diretamente da abertura de novas frentes de trabalho, já que apenas adicionar equipamentos sem espaço operacional adequado poderia comprometer a segurança e a eficiência da obra.
Os secretários ainda informaram que a Prefeitura avaliou alternativas técnicas para o desassoreamento utilizando outros equipamentos, mas os orçamentos apresentados variavam entre R$ 9 milhões e R$ 12 milhões. Diante do alto custo, o município optou por um modelo considerado mais viável financeiramente.
PRAZO PARA CONCLUSÃO
Sobre o cronograma, os secretários afirmaram que, com a estrutura atual e considerando as condições climáticas, o prazo estimado para conclusão é de sete meses. Eles destacaram que o período chuvoso registrado no início da obra e na última semana prejudicou o avanço dos trabalhos.
Apesar disso, a Prefeitura informou que pretende ampliar a equipe para reduzir o prazo de execução, desde que novas frentes de serviço sejam abertas. Os secretários também se colocaram à disposição para manter os vereadores atualizados sobre o andamento dos trabalhos e realizar visitas técnicas ao local.
MEDIDAS PREVENTIVAS
Além disso, os secretários confirmaram que empreendedores responsáveis por irregularidades no uso do solo no entorno do lago foram notificados e multados por danos ambientais. Segundo os representantes do Executivo, parte do assoreamento também está relacionada à falta de pavimentação na região, motivo pelo qual a ampliação da malha asfáltica é tratada como prioridade pela gestão municipal para evitar novos danos ambientais no futuro.
COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA.
RESUMO
Prestação de contas na Câmara: Os secretários municipais de Meio Ambiente e de Infraestrutura compareceram à Câmara Municipal de Ponta Grossa nesta quarta-feira (20). O objetivo foi esclarecer as dúvidas dos vereadores sobre a obra de desassoreamento do Lago de Olarias, uma intervenção classificada pela equipe técnica como urgente devido ao volume excessivo de sedimentos que ameaça a fauna e o paisagismo do parque.
Estrutura, custos e logística: A operação, que começou com uma escavadeira e dois caminhões, foi ampliada para duas escavadeiras hidráulicas e quatro caminhões após a criação de um caminho de serviço seguro. A Prefeitura revelou que optou por este modelo tradicional por ser mais viável financeiramente, uma vez que as propostas com outros tipos de equipamentos alternativos custariam entre R$ 9 milhões e R$ 12 milhões.
Cronograma e medidas preventivas: O prazo estimado para a conclusão dos trabalhos é de sete meses, cronograma que já sofreu impactos devido aos períodos de chuva recentes. Para evitar que o problema se repita no futuro, os secretários informaram que empreiteiros da região foram multados por irregularidades no solo e que a gestão municipal priorizará a pavimentação do entorno para conter o fluxo de terra em direção ao lago.
Fonte:A Rede PG

