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Senado busca esclarecimentos dos EUA sobre classificação de facções como terroristas

A Comissão de Relações Exteriores do Senado planeja ouvir representantes da Embaixada dos Estados Unidos para discutir a recente decisão de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas globais.

A Comissão de Relações Exteriores do Senado está se preparando para convocar representantes da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. O intuito é compreender a recente decisão do governo norte-americano, que classificou facções criminosas do Brasil como organizações terroristas globais.

O senador Nelsinho Trad, do PSD-MS, informou que ainda não há uma data definida para a realização da sessão. Ele declarou: “Vamos fazer uma sessão especial nas comissões de Relações Exteriores e na de Controle e Inteligência para tratar desse tema, chamando especialistas e a Embaixada americana”.

Na quinta-feira, dia 28, os Estados Unidos anunciaram a categorização das facções criminosas brasileiras, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), como organizações que ultrapassam as fronteiras do Brasil e impactam toda a região.

A Comissão Mista de Controle e Inteligência do Congresso já havia agendado uma reunião para discutir o assunto antes da declaração do governo dos EUA. A intenção é aproveitar esse encontro para ouvir representantes da Embaixada americana, além de membros do Ministério da Defesa e do Ministério das Relações Exteriores.

Atualmente, os EUA não contam com um embaixador no Brasil. O encarregado de negócios, Gabriel Escobar, é o principal representante diplomático no país e deverá deixar seu cargo em julho. Natasha Franceschi está prevista para assumir a função.

A decisão foi divulgada pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na mesma semana em que o senador Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com Rubio.

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