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Senado da Argentina aprova reforma trabalhista após sessão marcada por protestos e debate

Aprovação ocorreu na madrugada desta quinta-feira com maioria de 42 votos, mas oposição e sindicatos questionam mudanças no texto-base

A reforma trabalhista foi aprovada pelo Senado argentino na madrugada desta quinta-feira, com 42 votos a favor e 30 contra. A sessão, que teve duração de 13 horas, foi marcada por protestos e confrontos com a polícia, resultando em pelo menos 15 detenções.

Após a aprovação do texto-base, os senadores iniciaram a análise dos artigos para ajustes finais, que ainda precisam de validação na Câmara dos Deputados. O projeto, apresentado como parte essencial do plano econômico do presidente Javier Milei, prevê alterações em contratos, litígios e garantias de indenizações, além de regulamentar férias e controle de horas extras.

Patricia Bullrich, líder do bloco La Libertad Avanza (LLA), defendeu a iniciativa como necessária para equilibrar o sistema laboral, citando mais de 1,5 mil entidades que discutiram o texto desde dezembro. Ela destacou a judicialização excessiva como um problema central que a reforma busca resolver.

Sindicatos e setores da esquerda criticaram a proposta, alegando que ela pode reduzir proteções trabalhistas em um período de crises econômicas frequentes. Na Câmara, políticos contrários ao projeto, como Martín Goerling Lara, argumentaram que a legislação atual impede o crescimento do emprego formal, enquanto outros, como José Mayans, denunciaram supostas irregularidades na tramitação e violações ao regimento interno da Casa.

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